Vários tipos de relações:
Cerca de 97%, a grande maioria dos Técnicos de Comunicação Autárquica tem, sem dúvida uma boa relação com o Executivo. Esta relação foi adjectivada como “Óptima”, “Excelente”, “Directa” ou “Muito Boa”. O saldo é francamente positivo. Era inconcebível que, numa posição destas, tendo as funções que tem adjacentes a relação pudesse ser má. Há algumas situações, no entanto, associadas às Autarquias maiores, em que os Técnicos não têm qualquer relação com o Executivo pois têm um Chefe, um Director ou Coordenador de Gabinete que faz essa ligação.
A relação com os jornalistas é plenamente (93%) referida como boa tendo sido adjectiva de “óptima” ou “excelente” em muitos casos. Os restantes 7% são casos de não-resposta.
Questionámos também a percepção dos Técnicos de Comunicação Autárquica de como é a sua profissão vista pelos colegas. 67% referem ser uma profissão bem vista e valorizada pelos colegas. 20% referiram que essa percepção depende de colega para colegas, não há uma imagem padronizada ou globalmente bem vista. 10% dos Técnicos referiram não saber e apenas 3% considera que a profissão será mal vista por alguns colegas.
Em relação aos Munícipes, 59% dos Técnicos consideram-se bem vistos; 24% referiu não ter ideia de como é visto pela população, 14% referiu considerar não ser bem ou mal visto sublinhando que esta profissão pode até passar um pouco despercebida.
Espaço de encontro, partilha e (in)formação entre os Técnicos de Comunicação nas Autarquias do nosso país!
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Estudo sobre os Técnicos de Comunicação Autárquica V
Comunicação Interna
A Comunicação Interna é um aspecto muito importante do trabalho dos Gabinetes de Comunicação e 88% dos Técnicos inquiridos têm essa preocupação, trabalham em Autarquias com essa preocupação. Os primeiros Gabinetes apareceram com uma preocupação muito voltada para a Comunicação Externa, com o mostrar o que se faz, aliás, muitos gabinetes começaram por ter a função quase única de elaborar o Boletim Informativo. Percebe-se que há ainda Gabinetes que trabalham mais esta componente em detrimento da Comunicação interna mas a tendência é para que todos trabalhem esta área.
Em relação aos meios de Comunicação Interna mais utilizados actualmente destaque, em 49% dos casos, para o e-mail enviado aos colegas com informações várias seguindo-se a afixação de informações em painéis específicos e já despontam, 12% dos casos, os jornais internos seguidos de uma estrutura de intranet.
A facilidade com que se conseguem informações para divulgação é, para 75% dos Técnicos uma realidade. Há, no entanto, 25% que referem situações em que as informações não lhes chegam com a naturalidade com que deviam, é uma prática que custa a implementar. Esta situação não é apontada a um esquecimento por parte do executivo mas, antes, por colegas dos vários sectores que não têm essa sensibilidade e não fazem dessa uma prática corrente “obrigando” os Técnicos de Comunicação a “correr” atrás de informações.
As informações chegam ao Gabinete de várias formas destacando-se o e-mail (38% dos casos); directamente pelo Executivo ou pelo gabinete de Apoio ao Presidente (23%); pelos meios de comunicação interna – como informações despachadas para o Gabinete; ou mesmo pelo telefone. No final desta parte veremos algumas dificuldades sentidas pelos Técnicos que, tendo acesso às informações, se queixam de as receber muito em cima da hora trabalhando, em muitos casos, com prazos apertados.
A Comunicação Interna é um aspecto muito importante do trabalho dos Gabinetes de Comunicação e 88% dos Técnicos inquiridos têm essa preocupação, trabalham em Autarquias com essa preocupação. Os primeiros Gabinetes apareceram com uma preocupação muito voltada para a Comunicação Externa, com o mostrar o que se faz, aliás, muitos gabinetes começaram por ter a função quase única de elaborar o Boletim Informativo. Percebe-se que há ainda Gabinetes que trabalham mais esta componente em detrimento da Comunicação interna mas a tendência é para que todos trabalhem esta área.
Em relação aos meios de Comunicação Interna mais utilizados actualmente destaque, em 49% dos casos, para o e-mail enviado aos colegas com informações várias seguindo-se a afixação de informações em painéis específicos e já despontam, 12% dos casos, os jornais internos seguidos de uma estrutura de intranet.
A facilidade com que se conseguem informações para divulgação é, para 75% dos Técnicos uma realidade. Há, no entanto, 25% que referem situações em que as informações não lhes chegam com a naturalidade com que deviam, é uma prática que custa a implementar. Esta situação não é apontada a um esquecimento por parte do executivo mas, antes, por colegas dos vários sectores que não têm essa sensibilidade e não fazem dessa uma prática corrente “obrigando” os Técnicos de Comunicação a “correr” atrás de informações.
As informações chegam ao Gabinete de várias formas destacando-se o e-mail (38% dos casos); directamente pelo Executivo ou pelo gabinete de Apoio ao Presidente (23%); pelos meios de comunicação interna – como informações despachadas para o Gabinete; ou mesmo pelo telefone. No final desta parte veremos algumas dificuldades sentidas pelos Técnicos que, tendo acesso às informações, se queixam de as receber muito em cima da hora trabalhando, em muitos casos, com prazos apertados.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Estudo sobre os Técnicos de Comunicação Autárquica IV
Comunicados à Imprensa
Em relação à maneira como apresentam as informações à Comunicação Social, o Comunicado à Imprensa baseia-se em 93% dos Gabinetes na própria composição da notícia. As informações chegam às redacções devidamente compostas – com título, lead e o corpo da notícia. Deste número, 72% enviam também fotografias dos eventos e 21% opta por não o fazer. Esta opção pode acontecer porque o Técnico não desenvolve as funções de um fotógrafo ou porque considera que oferecendo tudo – texto e fotografia – deixará de atrair a Comunicação Social a acompanhar os eventos levando à sua acomodação.
Esta questão tem, de facto, várias leituras e vários factores adjacentes. Nos meios mais pequenos, onde a Comunicação Social é menos profissionalizada, há redacções que funcionam com uns quantos colaboradores voluntários, sem jornalistas profissionais e que agarram o que os Gabinetes de Comunicação das Autarquias lhes enviam. Esta imprensa regional, sendo um meio privilegiado de chegar à população, deve ser muito “bem tratada”. Acontece, na maioria dos casos, que a notícia enviada pelo Gabinete é totalmente reproduzida nos jornais, daí a importância de enviar uma informações completas, complementadas com fotografias.
Há quem envie apenas tópicos sobre o que vai acontecer, ou já aconteceu, são 5% os Técnicos que adoptaram esta prática.
E AS VOSSAS EXPERIÊNCIAS, O QUE TÊM A DIZER?
Em relação à maneira como apresentam as informações à Comunicação Social, o Comunicado à Imprensa baseia-se em 93% dos Gabinetes na própria composição da notícia. As informações chegam às redacções devidamente compostas – com título, lead e o corpo da notícia. Deste número, 72% enviam também fotografias dos eventos e 21% opta por não o fazer. Esta opção pode acontecer porque o Técnico não desenvolve as funções de um fotógrafo ou porque considera que oferecendo tudo – texto e fotografia – deixará de atrair a Comunicação Social a acompanhar os eventos levando à sua acomodação.
Esta questão tem, de facto, várias leituras e vários factores adjacentes. Nos meios mais pequenos, onde a Comunicação Social é menos profissionalizada, há redacções que funcionam com uns quantos colaboradores voluntários, sem jornalistas profissionais e que agarram o que os Gabinetes de Comunicação das Autarquias lhes enviam. Esta imprensa regional, sendo um meio privilegiado de chegar à população, deve ser muito “bem tratada”. Acontece, na maioria dos casos, que a notícia enviada pelo Gabinete é totalmente reproduzida nos jornais, daí a importância de enviar uma informações completas, complementadas com fotografias.
Há quem envie apenas tópicos sobre o que vai acontecer, ou já aconteceu, são 5% os Técnicos que adoptaram esta prática.
E AS VOSSAS EXPERIÊNCIAS, O QUE TÊM A DIZER?
domingo, 18 de abril de 2010
Estudo sobre os Técnicos de Comunicação Autárquica II
Procurei saber quais são as denominações mais frequentes desta Profissão pois não existe uma “regra” havendo, com já referi, uma indefinição em torno desta área profissional.
A maioria dos Técnicos referiu que nos seus locais de trabalho são denominados por “Assessores de Imprensa”, cerca de 20%; seguindo-se “Técnico de Comunicação”, em cerca de 15% dos casos. Há um grupo grande que apresentou denominações diferentes de todo o resto. Em igual percentagem, 10%, aparecem as denominações “Técnico Superior - indefinido” e “Técnico de Relações Públicas e Comunicação”.
Esta situação é bastante demonstrativa da necessidade de uma definição e de realçar o estatuto que esta carreira merece.
Pessoalmente, a comprovar pelo nome deste blog e pelo modo como me identifico, considero Técnico de Comunicação Autárquica a definição adequada. Já se utilizou muito o termo Municipal mas prefiro Autárquica pois falamos de técnicos que trabalham em Camaras Municipais e em Juntas de Freguesia, não vejo por que separar estes profissionais que têm funções e objectivos iguais. O conceito de Comunicação Autárquica é ao mesmo tempo específico e abrangente pelo que se afigura como o mais eficaz. Os Encontros que reúnem anualmente os Técnicos desta área são os “Encontros de Comunicação Autárquica”, porque é disso mesmo que se trata.
Nota: Constituição da República Portuguesa: Artigo 235.º (Autarquias locais) 1. A organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais. 2. As autarquias locais são pessoas colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas. Artigo 236.º (Categorias de autarquias locais e divisão administrativa) 1. No continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas. 2. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira compreendem freguesias e municípios.
Ainda, no estudo que fiz, procurei saber o nome do Gabinete em que trabalham os Técnicos inquiridos. Foi referido pela maioria que trabalham num “Gabinete de Comunicação”, seguindo-se “Gabinete de Imprensa” e “Gabinete de Informação e Relações Públicas”. No entanto, a grande maioria são denominações diferentes, realçam aspectos diferentes, termos diferentes, normalmente ao encontro da própria área de formação dos Técnicos que formaram os Gabinetes, como seja a Comunicação ou as Relações Públicas.
Amanhã, aproveitando este tema da denominação da profissão e o desafio lançado pela Fernanda Mendes num comentário atrás, procurarei dar, com mais profundidade, uma explicação sobre os diferentes conceitos relacionados com esta profissão.
Votos de uma excelente semana de trabalho!!!
Vera
A maioria dos Técnicos referiu que nos seus locais de trabalho são denominados por “Assessores de Imprensa”, cerca de 20%; seguindo-se “Técnico de Comunicação”, em cerca de 15% dos casos. Há um grupo grande que apresentou denominações diferentes de todo o resto. Em igual percentagem, 10%, aparecem as denominações “Técnico Superior - indefinido” e “Técnico de Relações Públicas e Comunicação”.
Esta situação é bastante demonstrativa da necessidade de uma definição e de realçar o estatuto que esta carreira merece.
Pessoalmente, a comprovar pelo nome deste blog e pelo modo como me identifico, considero Técnico de Comunicação Autárquica a definição adequada. Já se utilizou muito o termo Municipal mas prefiro Autárquica pois falamos de técnicos que trabalham em Camaras Municipais e em Juntas de Freguesia, não vejo por que separar estes profissionais que têm funções e objectivos iguais. O conceito de Comunicação Autárquica é ao mesmo tempo específico e abrangente pelo que se afigura como o mais eficaz. Os Encontros que reúnem anualmente os Técnicos desta área são os “Encontros de Comunicação Autárquica”, porque é disso mesmo que se trata.
Nota: Constituição da República Portuguesa: Artigo 235.º (Autarquias locais) 1. A organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais. 2. As autarquias locais são pessoas colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas. Artigo 236.º (Categorias de autarquias locais e divisão administrativa) 1. No continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas. 2. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira compreendem freguesias e municípios.
Ainda, no estudo que fiz, procurei saber o nome do Gabinete em que trabalham os Técnicos inquiridos. Foi referido pela maioria que trabalham num “Gabinete de Comunicação”, seguindo-se “Gabinete de Imprensa” e “Gabinete de Informação e Relações Públicas”. No entanto, a grande maioria são denominações diferentes, realçam aspectos diferentes, termos diferentes, normalmente ao encontro da própria área de formação dos Técnicos que formaram os Gabinetes, como seja a Comunicação ou as Relações Públicas.
Amanhã, aproveitando este tema da denominação da profissão e o desafio lançado pela Fernanda Mendes num comentário atrás, procurarei dar, com mais profundidade, uma explicação sobre os diferentes conceitos relacionados com esta profissão.
Votos de uma excelente semana de trabalho!!!
Vera
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Estudo sobre os Técnicos de Comunicação Autárquica I
Como já referi procurei perceber, em 2009, quem são os Técnicos de Comunicação Autárquica(TCA) de Portugal.
Note-se que neste trabalho incidi sobre os Gabinetes de Comunicação nas Autarquias, pela experiência de quem ali trabalha.
Procurei definir a profissão e os meios, ou seja, perceber o funcionamento geral dos gabinetes de comunicação segundo, e seguindo, as experiências dos seus técnicos.
Começo hoje a apresentação dos dados.
Caracterização dos TCA:
- A maioria destes profissionais são mulheres, perfazendo quase dois terços do total: 64% mulheres e 36% homens;
- A faixa etária que engloba a maioria dos Técnicos de Comunicação é a situada entre os 31 e os 45 anos, onde se encaixam 56% dos inquiridos. Segue-se, com 41%, a faixa dos 20 aos 30 anos. Estes dois números mostram que, não sendo uma profissão das mais antigas a maioria dos seus protagonistas tem mais de 31 anos o que vai ao encontro dos anos de experiência, como se verá adiante, e ao facto de nos últimos anos se ter repescado profissionais com experiência noutras áreas, como o jornalismo.
Só 3% tem mais de 56 anos;
- A grande maioria dos inquiridos possui uma licenciatura, cerca de 67%. Seguem-se 20% com pós-graduação, um número bem mais pequeno. Os Técnicos com Bacharelato ou com Mestrado representam grupos muito pequenos e, entre os Técnicos inquiridos, não havia Doutoramentos;
- Os inquiridos apresentaram de áreas de formação acadámica muito diferenciadas. De facto, 34% deram respostas que, pela sua singularidade e o facto de serem situações únicas, não são representativas de grupos. O grupo com mais expressão, com 26% tem formação na área dos Jornalismo e/ou da Comunicação Social seguindo, em 24% formação na área das Ciências da Comunicação;
- A grande maioria dos inquiridos trabalha nesta área desde há 5 a 10 anos o que vai ao encontro da faixa etária mais representativa, profissionais com idade entre os 31 e os 45 anos e percebe-se o interesse recente, com cerca de 10/15 anos, em contratar profissionais com formação específica – licenciaturas - na área da comunicação.
Em breve apresentarei os dados relacionados com os Gabinetes de Comunicação nas Autarquias.
Bom trabalho para todos,
Vera Dias António
Note-se que neste trabalho incidi sobre os Gabinetes de Comunicação nas Autarquias, pela experiência de quem ali trabalha.
Procurei definir a profissão e os meios, ou seja, perceber o funcionamento geral dos gabinetes de comunicação segundo, e seguindo, as experiências dos seus técnicos.
Começo hoje a apresentação dos dados.
Caracterização dos TCA:
- A maioria destes profissionais são mulheres, perfazendo quase dois terços do total: 64% mulheres e 36% homens;
- A faixa etária que engloba a maioria dos Técnicos de Comunicação é a situada entre os 31 e os 45 anos, onde se encaixam 56% dos inquiridos. Segue-se, com 41%, a faixa dos 20 aos 30 anos. Estes dois números mostram que, não sendo uma profissão das mais antigas a maioria dos seus protagonistas tem mais de 31 anos o que vai ao encontro dos anos de experiência, como se verá adiante, e ao facto de nos últimos anos se ter repescado profissionais com experiência noutras áreas, como o jornalismo.
Só 3% tem mais de 56 anos;
- A grande maioria dos inquiridos possui uma licenciatura, cerca de 67%. Seguem-se 20% com pós-graduação, um número bem mais pequeno. Os Técnicos com Bacharelato ou com Mestrado representam grupos muito pequenos e, entre os Técnicos inquiridos, não havia Doutoramentos;
- Os inquiridos apresentaram de áreas de formação acadámica muito diferenciadas. De facto, 34% deram respostas que, pela sua singularidade e o facto de serem situações únicas, não são representativas de grupos. O grupo com mais expressão, com 26% tem formação na área dos Jornalismo e/ou da Comunicação Social seguindo, em 24% formação na área das Ciências da Comunicação;
- A grande maioria dos inquiridos trabalha nesta área desde há 5 a 10 anos o que vai ao encontro da faixa etária mais representativa, profissionais com idade entre os 31 e os 45 anos e percebe-se o interesse recente, com cerca de 10/15 anos, em contratar profissionais com formação específica – licenciaturas - na área da comunicação.
Em breve apresentarei os dados relacionados com os Gabinetes de Comunicação nas Autarquias.
Bom trabalho para todos,
Vera Dias António
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