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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apontamento sobre Comunicação Interna



A minha colega fez uma análise à nossa comunicação interna. Foi muito interessante pois, nomeadamente ao nível dos meios de comunicação tivemos surpresas, i.e., um dos meus meios internos preferidos - a folha interna que distribuimos mensalmente é, afinal, pouco apreciada... Já estamos a tratar de lhe dar nova forma. Este tipo de resultados, perceber o que está bem e o que é preciso mudar, é uma mais valia para o nosso trabalho.
Costumam fazer esta análise?

A Comunicação Interna
Por Guida Lourenço - C. M. Mação

"As instituições, enquanto sistemas abertos para o exterior, têm que responder às expectativas de todos os seus stakeholders, cada vez mais informados e exigentes, afirmando o direito de saber e compreender tudo. Este processo tem a sua origem internamente e é, efectivamente, através da fluidez da comunicação, que este pode se pode traduzir em colaboradores comprometidos e concentrados com a missão, objectivos e com as metas da instituição tornando-a mais forte e competitiva.

A comunicação interna ajuda a construir o futuro e a desenvolver a participação e envolvimento de todos os colaboradores em todos os processos da instituição. Engloba todos os actos de comunicação que se produzem no interior de uma organização e que variam nas modalidades em que são utilizados, nos instrumentos de veiculação e nas funções que desempenham (Westphalen, 1992), e tem por objectivo principal estimular e manter informados os colaboradores internos de uma instituição.

Para Vítor Almeida (2000, p.35), a comunicação interna (…) é um processo pelo qual se desenvolvem as relações não só entre pessoas do ponto de vista físico, mas essencialmente, entre as mesmas e a empresa enquanto pessoa moral. Estas relações não influenciam unicamente a vida das pessoas, elas são também a constituição da pessoa moral – empresa – moral porque possui uma identidade, uma personalidade, história e valores determinados por um lado, pelas condições da criação e pelos seus fundadores, e por outro lado, pelo quotidiano onde pertencem as visões individuais e colectivas.
Para o autor a Comunicação Interna, é antes de mais uma forma inteligente de administração. A instituição é vista como uma identidade produtora de um discurso próprio, onde ela é emissora, receptora e objecto do seu próprio discurso.
Para Thévenet, mais do que uma questão de moda a comunicação interna revela uma evolução na maneira de conceber os problemas das instituições,
Devemo-nos preocupar com a Comunicação Interna Empresarial porque ela zela pela qualidade das relações na instituição, porque isso determina o seu bom funcionamento.
O público interno é peça fundamental que vai conduzir a instituição ao sucesso ou ao fracasso. Por isso, fazer deles parte integrante de um grupo com os mesmos objectivos, valorizá-los, incentivá-los e partilhar-lhes informações estratégicas é primordial.
Segundo Fortes, público interno é o “(…) agrupamento espontâneo, com ou sem continuidade física, perfeitamente identificável, originária das pessoas e dos grupos ligados à empresa por relações funcionais oficializadas” (2003, p.72).

A Comunicação Interna desempenha várias funções numa instituição, entre as quais, expor resultados, transmitir informações e explicar o projecto da instituição ou as novas orientações da mesma.

A Comunicação Interna não é uma mera transmissão de informações – não basta fazer chegar as decisões ao conhecimento das pessoas – porque, em termos de eficácia e para limitar a emergência de conflitos sociais deve ser efectuado um profundo trabalho de pedagogia e explicação. A comunicação interna é uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos colaboradores e da instituição, mediante o estímulo e o diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis. Pensar a comunicação interna enquanto função é reconhecê-la numa dupla vertente, como modo de relação entre as pessoas, bem como instrumento estratégico das instituições."

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Gente como nós"

Fomos visitados e apresentados da "Sala de Ensaios", aqui e assim!

Sala de Ensaios é um grupo informal de trabalho que reúne profissionais da área da comunicação das artes performativas na zona de Lisboa.

Muito interessante! Como eles disseram: "gente como nós"! :)

Empower

"Na Empower acreditamos que a comunicação deve ser feita de forma integrada."

É assim apresentado o conceito da Empower, o que nos faz querer saber mais.

Podem fazê-lo aqui!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cursos

Hoje apeteceu-me investigar que cursos se adequam à nossa profissão pois, como sabemos, a oferta não é muita. Fiquei surpreendida, pela positiva. Ora vejam:

Licenciaturas:

Há muitas em Comunicação Social com algumas cadeiras que estão ligadas à nossa profissão.

Comunicação Pública e Autárquica (soa-me bem) - Tinha que ser no Instituto Superior Novas Profissões! Novas, pois claro!

Algumas interessantes no ISLA

Mestrados:

Comunicação para as Cidades e Autarquias - Tem cadeiras fantásticas como marketing local e Estratégias de Comunicação Pública.

Marketing Relacional e Comunicação - Mestrado executivo, um bocado caro mas é no "meu" ISCTE e parece-me muito bom!

Pós-graduações:

Várias no INP - Deixo o link geral.

Imagem, Protocolo e Organização de Eventos - Este link é para a de Santarém Mas há também no Porto e em Portimão. Este ano parece que já começou mas fica a ideia.

Comunicação, Publicidade e Marketing - Fiz esta mas chamava-se só Comunicação e Marketing. Foi interessante.

Doutoramentos:

Marketing e Estratégia - na Universidade da Beira Interior, é um projecto conjunto da Universidade do Minho, Universidade de Aveiro e Universidade da Beira Interior.

Acções de Formação/Especializações:

Algumas interessantes no Cenjor

Especialização em Marketing Turístico

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um pouco de teoria...

Os técnicos que trabalham nos gabinetes de comunicação das Câmaras Municipais desenvolvem um trabalho que vai além da produção de informação. Desenvolve-se um verdadeiro processo de comunicação pois a informação que fornecem procura uma acção efectiva de explicação, de esclarecimento e de Interacção. Há, em democracia, como fundamento da necessidade do trabalho dos Técnicos de Comunicação nas Autarquias, a necessidade de uma população informada, activa e não passiva, crítica, inovadora e cooperante, porque esclarecida.
Ao procurar explicar o porquê de falarmos num processo comunicativo temos, inevitavelmente, que procurar Jürgen Habermas que começa, antes, por implicar e explicar o conceito da razão defendendo uma teoria de racionalização social. De facto, a razão está situada na história e na sociedade e, logo, numa teoria do agir comunicativo. Para Habermas “o conceito razão comunicativa ou racionalidade comunicativa pode, pois, ser tomada como sinónimo de agir comunicativo, porque ela constitui o entendimento racional a ser estabelecido entre participantes de um processo de comunicação que se dá sempre através da linguagem, os quais podem ser voltados, de modo geral, para a compreensão de factos do mundo objectivo, de normas e de instituições sociais” . Temos assim, antes de mais, que perceber as condicionantes ao próprio processo de comunicação, muito baseadas na subjectividade. Niklas Luhmann fala em três factores a ter em conta e que podem tornar improvável o próprio processo de comunicação. Assim, pode ser improvável que alguém compreenda o que o outro quer dizer pois há que ter em conta o isolamento e individualização da sua consciência. Da mesma forma, “os indivíduos têm diferentes interesses em situações distintas” , pelo que há a ter em conta a extensão espacial e temporal da comunicação. Por fim, ainda que a comunicação tenha sido entendida, pode não ter sido aceite pelos receptores.

O trabalho dos TCA não pode, assim, ser entendido como algo padronizado, quer em relação aos meios, quer à forma como a mensagem é apresentada. Há públicos diferentes, quer entre municípios, quer dentro de cada município. Os meios evoluem, estamos muito voltados para as novas tecnologias mas há casos de concelhos com populações envelhecidas e mesmo iliteradas, o que torna o trabalho difícil.

Posto isto, uma questão a quem tem que fazer chegar informações às povoações mais dispersas: quais os meios que utilizam?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Técnicos de Comunicação Autárquica ou Assessores de Imprensa

A Fernanda Mendes deixou a questão, vou procurar responder!
A diferença elementar entre Técnico de Comunicação Autárquica e Assessor de Imprensa é o facto de não se fazer, nas Autarquias, apenas Assessoria. As nossas funções compreendem um pouco de cada uma das áreas da comunicação como o jornalismo, as relações públicas, o marketing, etc.
Compreendo que nas Autarquias maiores um Gabinete de Comunicação conjugue técnicos especializados em várias áreas e tenha alguém que só faz Assessoria de Imprensa mas essa não é a realidade na maioria das Autarquias.

Não adoptando a denominação Comunicação Municipal, como já referi, julgo ser importantíssimo – pela qualidade e enorme contributo para esta profissão - o trabalho de Eduardo Camilo “Estratégias de Comunicação e Municípios” editado pela Universidade da Beira Interior.

É-nos explicado que a comunicação municipal descende de áreas como a comunicação social (em termos de estilo), das relações públicas (ao nível das relações) e da publicidade (promoção).
Convergem aqui características e objectivos destas áreas mas existem vários factores distintivos que dão um espaço e uma identidade única à comunicação municipal. Trata-se de uma área que actua a nível interno numa instituição como uma Câmara Municipal, tem um trabalho único a nível externo e fomenta muitas outras áreas de trabalho dentro da organização.
O autor define 3 vertentes da comunicação municipal:
- Informação municipal;
- Comunicação política;
- Perspectiva simbólica.


Assim, considera que a comunicação municipal enquanto informação municipal tem como objectivo a “publicidade” no sentido de uma difusão pública (divulgando, por afixação ou publicação obrigatória por lei, as decisões dos órgãos municipais). Como meios de divulgação desta informação são definidos os editais e os boletins municipais.
As metas da informação municipal são a notoriedade (referente a uma publicidade legal e deliberativa), bem como a divulgação e a sensibilidade. No caso da divulgação pretende mostrar-se o trabalho realizado aos munícipes (utilizando publicações periódicas para o fazer). Em relação à sensibilização, falamos do estímulo para a concretização de determinados comportamentos locais.
Podemos falar aqui, naquele que é um dos sentidos da comunicação empresarial, em Comunicação Corporativa que é considerada uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer organização.

A comunicação política tem como objectivo a legitimação dos critérios políticos subjacente às opções administrativas dos municípios. Por vezes, quando os eleitos “aproveitam” esta vertente da comunicação para concretizar consensos limitados aos períodos eleitorais, é difícil distingui-la de propaganda político-eleitoral municipal que vê os munícipes como consumidores de produtos políticos.
De uma forma distinta, e no sentido daquilo que é a verdadeira comunicação política, falamos de uma actividade de diálogo, essencial para a concretização de uma participação democrática e pluralista. De facto, o concelho é um espaço público de interacções sociais de uma sociedade civil local, política e administrativamente activa nas decisões municipais.

Numa perspectiva simbólica o Concelho é entendido como um espaço em torno do qual se articulam determinadas interacções sociais e onde, também, existem expectativas específicas, necessidades, atitudes, valores locais e estilos de vida próprios. A comunicação municipal de tipo simbólico tem por referência a reprodução de uma certa identidade sócio-cultural no sentido de a actualizar e de a dinamizar. Por identidade sócio-cultural local entendem-se um conjunto de significações cognitivas e avaliativas exclusivamente sobre as realidades locais, independentemente do seu tipo: económico, social, ético, estético, político, …

Continua...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Comunicação

Gosto muito desta palavra: Comunicação. É agradável, graciosa, soa-me bem! Gosto de trabalhar numa área da Comunicação. Não sei explicar porquê, se calhar é porque compreende tanto do que é ser-se humano.

O conceito de comunicação, no entanto, é recente. Não tem 100 anos este conceito que remete para o acto, processo ou meio de partilhar informação.
No Séc. XV falava-se em "communcare" remetendo para a relação do indivíduo com Deus.
No Séc. XVIII introduziu-se o termo vias de comunicação - remetendo para as estradas.

TEORIAS DA COMUNICAÇÃO:

1.ª Teoria da Comunicação:
Foi no início do Séc. XX que o suiço Ferdinand Saussure introduziu o termo Comunicação como o entedemos hoje (antes era um termo da engenharia). Considerado o "Pai" da Comunicação, este linguísta e filósofo defendeu que a língua não existe, é uma abstracção, o que existe é Comunicação: processo em que se parte de uma imagem que tenho na cabeça, formalizo expressões faciais, emito sons organizados, o outro ouve e forma ideias na sua cabeça.

2.ª Teoria da Comunicação:
Leonard Bloomfield introduziu, nos nos 20/30, o conceito de acção e definiu Comunicação como o processo em que, entre o ponto A e o ponto B há acção.

3.ª Teoria da Comunicação:
Shannon e Weaver, norte-amerianos, publicaram em 1949 uma teoria de comunicação intitulada “Teoria Matemática da Comunicação” que tem como objectivo medir a quantidade de informação contida numa mensagem e a capacidade de informação de um dado canal.
A fonte é vista como detentora do poder de decisão, isto é, decide qual a mensagem a enviar, seleccionando uma de entre um conjunto de mensagens possíveis; esta mensagem seleccionada é depois transformada pelo transmissor num sinal, que é enviado ao receptor através do canal.
Com estes autores, aparece um novo termo: o ruído. O ruído é algo que é acrescentado ao sinal, entre a sua transmissão e a sua recepção e que não é pretendido pela fonte.

Nota: não integrando de forma directa estas teorias, o conceito de feedback que conhecemos como indissociável do conceito de comunicação foi desenvolvido por Wiener em meados do Séc. XX, explicando que o efeito retroage sobre as suas causas.

4.ª Teoria da Comunicação:
O russo Roman Jakobson considerou, na década de 60, um conjunto de seis factores constitutivos de qualquer processo de comunicação: contexto, destinador, mensagem, destinatário, código e contacto.

Estas 4 teorias não tiveram "seguimento" ou desenvolvimento mas apresentam os conceito base da Comunicação como nos foi ensinado na escola desde o ensino básico.

Há, no entanto, Modelos e Tipos de Comunicação.

Modelo de Comunicação de Barnlund (1977):
A comunicação não é reacção nem interacção mas sim TRANSACÇÃO.

Modelo de Comunicação de Thayer (1978):
A mensagem do emissor não é a mesma do receptor. O receptor constrói a mensagem a partir de estímulos sendo o único elemento inalienável do processo de comunicação. É com base neste modelo que se estudam formas de sedução e que têm lugar áreas como a Publicidade e o Marketing.

Em 1989 Dimbleby apresentou os 5 Tipos de Comunicação: Intrapessoal; Interpessoal; Em grupo; De massa e Extrapessoal.

Pessoalmente, gosto muito do Modelo de Comunicação de Barnlund que introduz a ideia de um processo de transacção.
Nós ajustamos a vários papeis que a sociedade nos apresenta. Somos profissionais, filhos, pais, conjuges, etc. Para cada papel temos uma "cara" e transaccionamos informação de acordo com o papel que estamos a desempenhar. Já tinha adoptado o conceito de interacção pois o de reacção era muito triste e limitado mas o de transacção... parece-me o conceito que mais se adequa ao processo de comunicação. A comunicação confere à acção significado, informação, valores, difusão e destino, num processo de transacção.
Concordam?